Fetiche…

da mercadoria!

Prezados leitores, venho por meio deste blog, expressar minha imensa indignação com um fato que ocorreu a algumas horas a trás.

Prova de Sociologia

Faça um texto comentando a frase de Marx no O Capital:

“Esse caráter fetichista do mundo das mercadorias provém, como análise precedente já demonstrou, do caráter social peculiar do trabalho que produz mercadorias.” p.71

Enfim, fiz o texto comentando a frase em uns 15 minutos, no máximo, e fui entregar a prova para professora. Ao som de alguns  “já”, expressado por alguns amigos, a professora me diz (sem ler a prova):

Professora – Não é possível que você tenha terminado! Isso é insuficiente!

Eu – Mas professora, vc nem leu minha prova?!

Professora – Mas eu sei que é insuficiente, senta lá e escreve mais.

Eu – Professora eu escrevi o que eu sei, qlq coisa a mais que eu escreva será “encheção de linguiça”.

Professora – isso mesmo, é pra encher liguiça! 

(Fiquei literalmente de queixo caido, após essa resposta! Sem reação e indignadissíma, voltei para o meu lugar e escrevi esse texto que vcs estão a ler. )

Orás… que porra é essa! Que tipo de ensino é esse que te avalia pela quantidade de linhas escrita e não pelo conteúdo?!

Se fosse pra fazer um resumo do livro, pedisse: “faça um resumo da obra de Marx, O Capital.”

Após trinta minutos sentada olhando pra cara dela, um amigo termina sua prova e entrega. Ela olha pra minha cara (que não estava simpática), e faz um sinal pra eu ir até lá entregar a minha avaliação.

Professora – vc não escreveu né?!

Eu (com um tom de voz um pouco alto, confesso!) – Desculpa professora é que o Marx não quis baixar hj e eu não fui capaz de psicografar mais nada, desculpa!

Assinei a lista e fui embora, com a trilha sonora, das risadas, dos meus coleguinhas de sala!

Contudo, espero que Marx Noel saiba que eu li seu livro inteiro e ainda fiz dowload, de um artigo comentado, sobre o fetiche da mercadoria, e com isso considere a imensa possibilidade de me presentear com muitos produtos produzidos por propriedades privadas, que aumentam de maneira significativa seu D em D’ com essa deliciosa “surruba” de valorização do valor de forma magnífica, que só existe no sistema capitalista em que vivemos.

Viva a revolução!

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Um pensamento sobre “Fetiche…

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