A procura…

Eu Maior, é daqueles filmes documentários reflexivos que falam muito e não dizem nada.

Você assiste e continua com a certeza de que as respostas não existem… acho que é isso que faz esse documentário tão interessante!

Diferentes pessoas que você admira ou que você nunca ouviu falar na vida, que se mostram tão humanas e com tantas incertezas iguais as suas! O humano se aproximando dele mesmo em sua essência – do eu maior que existe em cada um de nós!

Uma história que me tocou muito, foi a do alpinista Waldemar Niclevicz:

As sensações e os sentimentos que ele verbaliza nesse vídeo, são os mesmo que eu sinto quando eu danço!

Quando eu danço eu me sinto a melhor versão de mim mesma!

Eu me sinto e me vejo em comunhão com todas as pessoas que estão naquela roda se doando e recebendo o que cada um tem pra dar!

Vê-lo falando me emociona… talvez porque eu já tenha experimentado essas sensações, talvez porque eu sinta falta de sentir essas emoções, talvez eu sinta saudade da minha melhor versão, que está encaixotada em algum lugar dentro de mim…

Não tenho certeza de nada, mas talvez eu esteja procurando as respostas nos lugares errados.

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#018

Originalmente pública do em: Papo de Surdo e Mudo em 12/10/2013, por eu, mim, Lets.

“Na vida inteira que podia ter sido e que não foi”

Gosto de lembrar da nossa preguiça de levantar da cama. De ficar horas em silêncio observando um ao outro.

– Não precisávamos de palavras, nossos olhares nos bastavam!

O combinado era você fazer o café e eu comprar o pão, levantávamos juntos, mas quando eu voltava com o pão quentinho, você estava na cama de novo.

Não nós falávamos durante o dia inteiro.

Além da preguiça de levantar da cama, outra coisa que tínhamos em comum era a preguiça de falar ao telefone…

A noite você sempre chegava primeiro do que eu, mas nunca cozinhava porque insistia que a minha comida era mais gostosa! – E era mesmo…

Como eu odeio lavar louça, nosso trato dava certo!

Sabe do que mais sinto falta nessa nossa rotina sem graça e sem novidade?

Você!

Se você existisse seria muito mais fácil nosso relacionamento dar certo!

inspirações: http://obeijo.co

#017

Estaria eu com borboletas no estômago?!

Depois de tudo que disse e fiz, acho que esse seria o momento ideal para a vingança de todos os meus amigos, que sempre jogaram na minha cara, que quando minha hora chegasse eu iria engolir cada palavra (e racionalidade), pronunciada ao longo desses anos.

Ah, “esses moços, pobres moços”…

Não darei o gosto da vitória que vocês esperam há anos!

Aqui me mantenho firme!

“Tudo penso e nada falo”… talvez esse seja um dos sintomas do amor – a falta de ação!

Nada falo, nada faço, nada, nada e nada.

Que medo é esse?!

Que como todo medo, congela e ata?! E cada dia me faz perder o que nunca tive?!

Essa agressividade dissimulada, que a cada segundo me afasta de você, e evidência toda essa minha fragilidade, minha insegurança…

Nego trinta vezes se necessário for!

Assim você se torna mais um texto e menos um amor…

“pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza”

Adoro quando o psiquiatria pergunta: – Você se sente triste?!

E eu respondo: Todos os dias!  

 

Eu adoro a tristeza, acho que ela realmente é um elemento criativo extremamente interessante e necessário!

Acho que pra fazer qualquer coisa com beleza é preciso um bocado de tristeza!

Gosto de quadros triste, musicas tristes, textos triste, pessoas triste, poemas tristes… A tristeza me atrae de maneira inexplicável.  

Talvez a tristeza me atraia tanto porque eu não consigo acreditar em pessoas felizes! Principalmente nas irritantemente felizes! 

“Já devo ter dito isso em algum momento, acho que estou ficando velha e repetitiva!” 

 

Enfim, a tristeza. 

Tristeza é um estado em que pessoas tristes se mantém submersas. 

Vemos o mundo com outras lentes… Ou melhor vemos o mundo como ele é mas com alguma distorção provocada pela água em que nós afundamos! 

Não, não são águas de lagrimas… a tristeza é triste, não necessariamente é acompanhada de choro, solidão ou sofrimento, ela simplesmente é! 

E nós simplesmente estamos com relação a ela! 

 

 

tristezinha boa de se indicar: http://oqueetristezapravoce.com.br 

 

dos dias…

Tem dias bons, dias ruins, dias piloto-automático e dias que doem!

Dos dias bons, eu já não me lembro.

Dos dias ruins, há muito tempo não os tenho.

Dos dias piloto-automático, são necessários para a sobrevivência.

Dos dias que doem… esses se tornaram rotina.

Dormir tem ajudado, e muito, mas dormir ainda não resolve problemas d’alma.

O coração fica apertado e aquela sensação de angustia domina por completo, as forças se acabam.

Não faço nada, não quero fazer nada… quero ficar quieta comigo.

Preciso ficar comigo!

Tento entender e compreender minhas tristezas, organiza-las em caixas.

Depois de organizadas, preciso etiqueta-las e separar tudo o que posso jogar fora, mas não consigo me livrar de nada!

Não consigo me livrar da minha pior invenção, que me tortura e corroê o que resta do meu eu.

Com mel, gelo e limão ou puro?

Antes minhas questões vitais fossem tão simples de ser respondidas quanto as questões da musica!

 

“Será que vai chover agora?”

O sentimento é de angustia!

Aquele angustia que dói e se confundi com medo…

Medo de ter feito tudo errado, mas o que mais causa sofrimento é a certeza de que o errado não existe.

 

“Deitar e dar um rolê lá fora?”

E por onde anda todo aquele orgulho acompanhado do discurso “eu sou melhor que você”?!

Ficou entalada não é mesmo!? Desceu goela abaixo, e doeu!

Não se engane com essa dor, não é gastrite…

 

“Trepar ou ver tv de peignoir?”

E dor sem ferida, sabe?

Tudo dói!

 

Não procure por respostas, pois elas te enlouqueceram!

Acalme seu coração, e “não se afobe não que nada é pra já”.

Beba água, quem sabe ela acaba levando a angustia pra bem longe daqui!

 

 

 

#016

Minha vida acaba quando a sua começa, sem mim.

Todos esses anos fui o que você queria, e acabei me tornando essa outra pessoa, da qual não sei mais me desfazer!

Não  sei seguir com minha vida, sem seus passos a minha frente para me guiar.

Como posso partir?

Eu sou o que você criou, mas você não reconhece sua criação em mim.

Na nossa bagunça não sei o que é meu, pois tudo é nosso, como deveria ser para sempre.

Como devo ir, depois de ser amada?

Ainda pela manhã seu cheiro também é o meu!

“Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.”